Nascido em 1868 próximo a cidade de Whitewater, Wisconsin, Edward Sheriff Curtis tornou-se
um dos principais fotógrafos
e etnologista Leia mais...
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Sou fotógrafo profissional há mais de 40 anos, na área da fotografia de moda e publicidade. Viajei pelo mundo diversas vezes e nos anos setenta residi em Paris durante cinco anos. Tive a oportunidade de participar de inúmeras situações, boas e ruins, o que me proporcionou um grande aprendizado profissional e pessoal.
Sempre acreditei que estava no caminho certo e atingia meus objetivos com sucesso. Publiquei em diversas revistas Européias e Brasileiras, porém, só enxergava aquilo pelo qual era pago para fazer. Raras foram as vezes que criei alguma foto como trabalho pessoal, só curtia o Glamour da profissão e os zeros que acompanhavam um determinado número no faturamento.
Capa do livro Mutações
Até aí, nada de errado. Acho que devemos ser bem pagos pelo que fazemos, mas para isso é preciso merecer, conhecer bem nosso próprio conteúdo e sabermos do que somos capazes.
Como anda nossa criatividade espontânea, o que podemos criar além da foto encomendada, que jamais será
a nossa criação e sim a do outro. De que forma vemos a vida passar, quais são nossos valores pessoais. O que é mais importante, o equipamento ou a criatividade? Simplesmente apertar um botão de disparo sobre qualquer assunto, resultando em fotos banais ou buscar algo que seja interessante e que nos preencha ?
Vejo colegas que possuem equipamentos sofisticados, sejam eles analógicos ou digitais, diversas objetivas e apetrechos de complemento. Quando saem para trabalhar, é quase necessário utilizar um pequeno caminhão para levar todo o equipamento. Cada fotógrafo é um ser individual e trabalha a seu modo e na fotografia publicitária algumas vezes é necessário
ter todo esse material.
A Dama
Desde quando iniciei
na fotografia em 1965, mantenho-me fiel a meus princípios nas minhas fotos comerciais para revistas e publicidade. Quando vou executar um trabalho encomendado, tomo a precaução de saber que tipo de equipamento precisarei para realizar as fotografias. Pela minha experiência, no tipo de trabalho que faço, preciso de pouca coisa. Carrego uma pequena bolsa com duas fm2,FM2 e 03 objetivas,
uma 90mm
/ Sigma, uma 28mm e uma 50mm Nikor . Raramente uso grande angular e a objetiva que mais
gosto e utilizo atualmente
é a 50mm.
Na verdade, sou um minimalista, evito carregar peso e coisas que não vou usar. Acho que se o fotógrafo possui 03 objetivas e dois corpos de câmera, já é o suficiente para trabalhar bem. Atualmente existem as objetivas Zoon, que contém até
05 lentes em uma só e de excelente qualidade. Esta também é uma boa opção e para macro fotografia, podem ser adaptados os filtros Close Up, que não prejudicam em nada a qualidade das imagens.
A criação não vem quando queremos ou desejamos. Éla
é espontânea e imprevisivel. Muitas vezes a inspiração surge quando perdemos alguma coisa à qual damos muito valor. Criar belas imagens, de boa qualidade técnica e criativa, não é algo tão simples e fácil como parece. Precisamos ficar atentos para sentir e perceber o momento e sobretudo avaliar se conseguiremos extrair algo realmente interessante do assunto.
A Dança
Quando eu achava que a minha criatividade havia se esgotado, na verdade, estava iniciando um novo processo de criação, estranho ao que eu conhecia. Foi um desencadeamento de visões estranhas somadas a um grande minimalismo. Em 2001, comecei a perceber outros caminhos para a minha fotografia que culminaram com a edição de dois livros. Insights - Espelhos da vida e Mutações - O Jardim da vida. Publicados em 2002
e 2003 repectivamente. Ambos com fotografias em preto e branco tiradas na sala da minha casa, usando luz natural.
Em seguida aos livros, realizei uma série de fotos de legumes e verduras, buscando formas estranhas, mantendo a mesma visão das imagens dos livros. Na série dos pimentões deixei fluir a imaginação, aproveitando as sombras, luzes e os contornos. Quando percebia as formas as quais os legumes assemelhavam-se, era um verdadeiro delírio de alegria, assim como foram as folhas de Mutações e
os objetos do Insight. Sinto que a minha realização como fotógrafo superou
todas as minhas realizações profissionais anteriores, foi e é extremamente
gratificante.
O Beijo
Após
revelar e digitalizar os filmes as imagens recebem apenas pequenos ajustes
no Photoshop para que não percam a naturalidade e a singularidade
da luz original. Talvez alteraçóes
com aplicação de filtros do programa possam dar um sentido comercial,
mas não é isso que busco. Prefiro guardar a essência do P&B e a originalidade
da imagem.
Defino minha fotografia
como FINE ART PHOTOGRAPHY, imagens únicas que jamais poderei repetí-las,
mesmo que eu queira, pois cada uma nasceu de um momento especial vivido
em uma circustancia singular. A realização destas fotografias
foi algo que me deu um imenso prazer e muita alegria e espero que cada
um que leia este texto também possa encontrar inspiração
para produzir imagens que saiam de seu próprio interior e que ao
fazê-las sintam a mesma alegria.